A Receita Federal cruza as informações prestadas pelo contribuinte com suas movimentações financeiras?
Sim!! Todas as Instituições Financeiras, incluindo o Sicoob Ascicred , informam anualmente para a Receita Federal os valores de IR retidos na fonte, incidentes sobre o ganho em aplicações financeiras resgatadas no ano, por meio da DIRF – Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Instrução Normativa RFB n° 1.406 /13). Não há tributação adicional a ser recolhida pelo associado em sua Declaração de Ajuste Anual pelo fato de possuir ou não os recursos ao final do ano.
Todos os bancos, inclusive cooperativas de crédito, são obrigados a apresentar semestralmente a E-Financeira. Por meio desta, são informadas as operações financeiras em contas de depósito à vista, depósito a prazo, poupança, operações de câmbio, consórcio ou fundos de investimento (inclusive de previdência complementar), conforme limites estabelecidos na Instrução Normativa RFB nº 1571, de 02 de julho de 2015, alterada pela Instrução Normativa RFB nº 1.580, de 14 de agosto de 2015.

Preciso sacar meus investimentos no final do ano para evitar que constem na declaração de IR?
Não!! Segundo a Receita Federal, os resgates de aplicações financeiras não eliminam a necessidade dos investidores de declararem os seus rendimentos. Mesmo que tenha ocorrido resgate ao longo do ano, você deverá lançar todas as suas aplicações financeiras na Declaração do Imposto de Renda. Além disso, a tributação dos rendimentos de aplicações financeiras sujeitas a recolhimento de IR ocorre na fonte geradora, ou seja, no momento do resgate das aplicações. 

Terei perda de remuneração ao sacar uma aplicação financeira no final do ano e reaplicá-la no início do ano seguinte? 
Sim!! As alíquotas do Imposto de Renda (IRRF) sobre RDC (Recibo de Depósito Cooperativo) são decrescentes de acordo com o prazo de permanência da aplicação. Logo, quanto maior o prazo de permanência dos recursos, sem a ocorrência de resgates, menor será a alíquota de Imposto de Renda e maior será a remuneração apropriada pelo associado. Portanto, ao resgatar e reaplicar os recursos, o associado volta a ser tributado pela maior alíquota de IR. 

Qual é o tratamento tributário dos rendimentos obtidos pela pessoa física nas aplicações de renda fixa? Preciso declarar para a Receita Federal essas aplicações?
Sim!! Os rendimentos obtidos em aplicações de renda fixa, como RDC, estão sujeitos a um sistema de alíquotas de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) decrescente, de acordo com o prazo de permanência da aplicação. Assim, quanto mais tempo for mantida a aplicação, menor a alíquota de Imposto de Renda incidente sobre o rendimento. 

Caso eu efetue um resgate na minha aplicação financeira de renda fixa (RDC) antes do final do ano, preciso declarar à Receita Federal? 
Sim!! O fato gerador do Imposto de Renda é a apropriação efetiva do rendimento financeiro, ou seja, efetuar um resgate da aplicação (total ou parcial). As aplicações de renda fixa deverão ser informadas, independentemente do valor aplicado, no quadro “Bens e Direitos” na categoria “Aplicação de Renda Fixa (CDB, RDC e outros) ” da Declaração de Ajuste. Se você investiu em uma aplicação de renda fixa, mas não efetuou resgate no ano, será obrigatório apenas informar o saldo da aplicação no campo “Declaração de Bens e Direitos”. Porém, quando ocorrer resgate total ou parcial da aplicação, os rendimentos apropriados nesse momento deverão ser informados (conforme descrito no Informe de Rendimentos) e lançados no quadro “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusivo-Definitiva” no campo “Rendimentos de Aplicações Financeiras”.

Portanto, não há necessidade de resgatar o seu investimento ao final de cada ano, visto que, mesmo resgatando-o, é obrigatório informar à Receita Federal os rendimentos de sua aplicação. Além disso, você perderá o benefício tributário de redução da alíquota progressiva de Imposto de Renda, conforme o prazo de permanência da aplicação. Vale dizer que, uma vez efetuado o resgate antes do final do ano e reaplicado no início do seguinte, haverá o retorno à incidência de alíquota maior de Imposto de Renda, o que significa a perda de rendimento.